RUAS E MARLON ARGÚEM TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO CONTRA JARDEL

Entenda o caso:

A imprensa gaúcha divulgou, amplamente, em novembro, quando a Justiça acatou o pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP), determinando o afastamento do deputado estadual Mário Jardel Almeida Ribeiro. Segundo investigações, Jardel e outras oito pessoas de seu gabinete que tiveram seus telefones interceptados, com autorização judicial, agindo sob o comando do parlamentar, teriam desviado verbas da Assembleia Legislativa. A operação do MP intitulada “Gol Contra” apurou indícios de crimes como concussão, peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Paralelamente, o caso foi avaliado pela Comissão de Ética Parlamentar da Assembleia que abriu processo disciplinar. A convite do corregedor-geral da Comissão, Marlon Santos, o deputado Pedro Ruas acompanhou todos os depoimentos e, inclusive, arguiu o chefe de gabinete de Jardel.

Um fato novo surgiu na audiência em que o relatório final foi apresentado (22/12). Ruas solicitou cópia de um trecho do depoimento de Walmir Martins, em que o depoente mencionava a negociação de voto para projetos do Executivo, em troca de cargos. A intenção do líder do PSOL era compartilhar com seus colegas e imprensa a declaração que havia colhido em interrogatório. Com a convicção de um advogado experiente, Ruas manifestou que “este fato merece uma nova ação judicial, que por sua gravidade poderá, inclusive, anular a nova Lei do ICMS.


Texto enviado à imprensa

“Vicio de Vontade” pode anular votação do ICMS

Na tarde de segunda-feira(28), no plenarinho da Assembleia Legislativa, foi apresentado um vídeo em que os deputados Pedro Ruas e Marlon Santos interrogam a Walmir Martins, ex-chefe de gabinete e denunciante do caso Jardel. No material gravado, Walmir afirma que o deputado do PSD-RS recebeu dez CCs do governo do Estado, por intermédio da Casa Civil, para votar favoravelmente a projetos.  A gravação foi liberada hoje e apresentada para parlamentares e imprensa. Segundo Ruas, “o depoimento caracteriza “vício de vontade” e pode levar à anulação da votação que aprovou o aumento do ICMS no Estado”. O líder do PSOL destacou, ainda, que àquela votação foi decidida por apenas um voto, o que justifica a análise jurídica aprofundada, que pode redundar em uma ação judicial de anulação da lei.

Marisa Schneider- MTB 7517
jornalista- assessora de imprensa

 

 

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