Fortunati veta o fundo do Camelôdromo

Umas das pautas votadas na sessão plenária de ontem, dia 9 de junho, foi o veto do Prefeito Fortunati à proposta de criação de um fundo financeiro para o Camelódromo de Porto Alegre. Trata-se de um fundo ínfimo (financeiramente falando), mas de grande importância social. A iniciativa ajudaria a subsidiar os comerciantes populares que foram abandonados pelo ex- Prefeito José Fogaça.  O fundo, proposto pela mesa Diretora da Câmara, seria criado a partir da verba do estacionamento do local para a manutenção do camelódromo como projeto social, sendo uma alternativa ao descaso que está acontecendo com as famílias de trabalhadores que pagam quase R$700,00 reais mensais por um espaço onde não existe fluxo de pessoas para  comprar seus produtos populares.

A Prefeitura de Porto Alegre transferiu os comerciantes ambulantes dos seus pontos de origem para o Camelódromo sob a promessa de melhorias das condições de trabalho. No entanto, o projeto foi um engodo para aqueles que trabalham a vida inteira na rua e agora não vendem sequer para sobreviver.

 As pessoas que ali trabalham não conseguem pagar os aluguéis por conta da falta de clientes, estão se endividando e sendo arbitrariamente expulsos do local pela SMIC. A Prefeitura, que mais uma vez deixou claro que está do lado da iniciativa privada, cedeu concessões para a empresa Verdi explorar o local por 25 anos sem nenhum tipo de controle dos lucros e da postura da empresa e agora se nega a desenvolver políticas públicas para ajudar os trabalhadores. 

O projeto do Fundo Financeiro foi vetado pelo atual Prefeito Fortunati e voltou a ser discutido na Câmara de Vereadores na tarde dessa quarta-feira. Infelizmente, a base do governo que em primeira instância se colocou a favor do projeto, depois do veto do Prefeito, voltou atrás. Perdendo assim a chance de construir ao menos uma vez Porto Alegre melhor para os trabalhadores.

 Eu e a Vereadora Fernada Melchionna achamos um absurdo que a mesma prefeitura que colocou os camelôs nesta situação se abstenha da sua responsabilidade e defenda os interesses da empresa Verdin Con em detrimento da vida dos trabalhadores. Nós do PSOL fomos mais uma vez coerentes e votamos a favor dos interesses da sociedade.

Um grupo de camelôs acompanhou a votação na Câmara e organizados pelo líder Juliano Fripp já avisaram: vão fortalecer a luta e fazer valer suas vozes!

Seguimos na luta!

Forte abraço.

Pedro Ruas

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