CPI da Saúde, dívida pública estadual e plano de governo foram discutidos em entrevista

Estive na Rádio Gaúcha na manhã desta quarta-feira para participar da série de entrevistas com os pré-candidatos ao governo do RS. Antes de falar sobre as propostas para o Estado, fui questionado sobre a busca da última assinatura para instalar a CPI da Saúde, que vai investigar os desvios de R$ 9,6 milhões da pasta gerida pelo secretário Eliseu Santos, assassinado recentemente. Respondi que estou confiante de que conseguiremos as 12 assinaturas necessárias, devido aos novos fatos revelados nesta semana pelo Ministério Público Estadual. Lembrei que a investigação irá além da saúde dos porto-alegrenses, já que os procuradores revelaram que a empresa Reação, encarregada de fazer a segurança nos postos, contratava bandidos para essa função.

Não se pode mais sustentar essa vontade da base do governo de barrar a CPI. Não é possível que a opinião pública não sensibilize parte da base ou o próprio governo, porque os inocentes, que são a maioria dentro do Executivo, vão cobrar isso, já que acabam pagando junto com os verdadeiros culpados quando não há investigação. Hoje, a população pensa que na Secretaria da Saúde está todo mundo envolvido no desvio.

O meu programa  para as eleições tem dois eixos principais: o combate à corrupção e a discussão sobre a dívida pública estadual, que consome 18% da receita mensal do Rio Grande. Nenhum candidato – e esse é um desafio que eu fiz no ar e mantenho vigente – sabe exatamente o que integra essa dívida, do que ela é composta, que parte são os juros, que parte teve compensação, onde foi gasto esse valor. Essa questão tem que ser discutida, porque são 18%. E só com isso já dá pra fazer quase tudo no Estado. Eu quero auditar profundamente essa dívida, e tenho convicção de quem com isso ela diminui muito – muito, mesmo – em relação à União.

No programa também falei sobre o título de “franco-atirador”, atribuído a mim pela imprensa, devido às denúncias contundentes contra a governadora Yeda Crusius e o prefeito José Fogaça. No PSOL, não vemos a candidatura assim. Estamos disputando para levar à sociedade um outro projeto. Mas existem essas situações, como os desvios da saúde na prefeitura, os escândalos de corrupção do governo Yeda, os mensalões do PT, que obviamente vamos colocar para a sociedade refletir e poder fazer essa seleção. Um de nossos papéis será esse: mostrar aquilo que deveria ser visto a olho nu, mas que parece que precisa de um microscópio.

A candidatura do PSOL, porém, não estará limitada a essas questões. Discutiremos todos os itens importantes, como saúde, transporte, educação e segurança. Aliás, na educação, queria agregar o seguinte: eu sou um profundo admirador, propagandista e defensor da escola de turno integral. Ela é imprescindível, um conceito de Darcy Ribeiro que foi utilizado de maneira brilhante por Leonel Brizola, e que nós do PSOL temos que colocar em prática.

Clique aqui para ouvir toda a entrevista.

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